Start Trading Now Get Started

S&P 500 em Novembro: O que Esperar do Índice e das Sete Magníficas?

De Ramon Carreno Ramon C.

Ramón Carreño é um redator especializado em finanças e trading. Ele começou analisando corretores de Forex e, posteriormente, passou a elaborar guias técnicos para compartilhar seus conhecimentos com outros traders....

Leia mais

Qual é o cenário do S&P 500 no início de novembro?

Os futuros do S&P 500 atingiram uma nova máxima histórica em outubro (7.897,50 pontos), após dois meses consecutivos de alta. Ainda assim, o principal índice de referência dos Estados Unidos encerrou o mês com queda de 1,32%. Atualmente, é negociado a 7.714,50 pontos, e os investidores se perguntam se haverá novas altas ou se o recuo do mês passado marca o início de uma correção.

O sentimento predominante nas últimas semanas foi principalmente pessimista. Os rendimentos elevados dos títulos públicos, a crise energética provocada pela guerra no Irã, a perspectiva de juros altos por mais tempo e a desconfiança em relação ao setor de tecnologia têm reduzido o interesse dos investidores pelas ações. Entretanto, alguns desses fatores podem estar prestes a mudar.

Melhores Corretores de Forex Online

1
Get Started 74% of retail CFD accounts lose money Read Review

Como o cenário macroeconômico e a política monetária do Fed podem afetar o S&P 500

A conjuntura econômica dos Estados Unidos será um dos fatores que determinarão o comportamento do S&P 500 em novembro. Os dados mais recentes apontam para uma economia mais resiliente do que muitos analistas previam.

O PIB dos Estados Unidos cresceu 3,4% em termos anualizados no terceiro trimestre, acima dos 3,1% esperados pelos analistas e dos 2,2% registrados no trimestre anterior. O índice ISM da indústria de transformação de outubro também se destacou, avançando para 55,5 pontos, ante expectativa de 54,6. Ambos os indicadores revelam uma atividade econômica sólida e reduzem o receio de desaceleração.

Essa força econômica favorece as empresas do S&P 500. Uma economia saudável pode sustentar o consumo e os investimentos, contribuindo para o crescimento das receitas corporativas. Ao mesmo tempo, porém, oferece menos motivos para o Federal Reserve (Fed) flexibilizar a política monetária.

Invista em ações no mês de novembro de 2026 com a FP Markets

A inflação continua acima da meta do Fed

A inflação ainda é motivo de preocupação. O índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 0,6% em setembro e atingiu uma taxa anual de 3,7%. Já o índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE), principal referência do Fed para avaliar a inflação, avançou 3,6% em 12 meses.

Seu núcleo, que exclui alimentos e energia, registrou alta de 3,1%. Esses números continuam distantes da meta de 2% do banco central e podem contribuir para a manutenção de uma política monetária restritiva por mais tempo.

Atenção aos dados do mercado de trabalho

Em setembro, foram criados apenas 29 mil postos de trabalho, enquanto a taxa de desemprego ficou em 4,2%. Além disso, as revisões referentes a julho e agosto retiraram 60 mil vagas dos números divulgados anteriormente. Esse arrefecimento do mercado de trabalho poderia justificar uma política monetária menos restritiva.

Por isso, o relatório de empregos não agrícolas (payroll) de outubro, previsto para esta sexta-feira, 6 de novembro, terá importância especial. Os analistas esperam a criação de cerca de 59 mil vagas e estabilidade da taxa de desemprego em 4,2%. Dados abaixo do esperado diminuiriam a probabilidade de uma elevação dos juros em dezembro e poderiam estimular compras no S&P 500.

A queda recente dos rendimentos dos Treasuries reduz a pressão sobre o S&P 500

Os rendimentos elevados dos títulos do Tesouro americano de 2 e 10 anos nos últimos meses também limitaram a demanda por ações do S&P 500. Atualmente, os primeiros acumulam seis semanas consecutivas de queda; os segundos, cinco.

Se essa tendência continuar, parte da pressão vendedora sobre o índice poderá diminuir, abrindo espaço para novas altas.

Sinais de otimismo em relação ao conflito no Oriente Médio

O conflito entre Estados Unidos e Irã continuará sendo um fator de risco para os mercados. Nos últimos dias, porém, surgiram sinais que alimentam algum otimismo quanto a uma possível solução diplomática. Donald Trump afirmou que, por enquanto, não retomaria os ataques e que as negociações continuavam avançando.

Além disso, houve a vitória democrata nas eleições legislativas de meio de mandato de 3 de novembro. O partido conquistou maioria tanto na Câmara dos Representantes quanto no Senado, o que poderia aumentar a pressão política sobre Trump para buscar uma solução para o conflito.

A expectativa de redução das tensões vem acompanhada por quedas no preço do petróleo e por menor receio de uma aceleração da inflação. Trata-se, contudo, de um sinal de alta ainda fraco: não há confirmação definitiva, e o cenário pode mudar rapidamente.

A importância dos resultados corporativos do terceiro trimestre em novembro

A temporada de balanços costuma oferecer um catalisador importante para o S&P 500. Em geral, os investidores recompensam empresas que superam as expectativas e penalizam aquelas que ficam aquém. Nos últimos meses, porém, essa reação ficou menos previsível, sobretudo no setor de tecnologia.

Atualmente, os investidores demonstram preocupação com os gastos elevados das companhias em infraestrutura de inteligência artificial (IA). Esses receios têm pesado mais do que o entusiasmo provocado pelos resultados. Há casos de ações que caíram após o anúncio de investimentos maiores, mesmo quando as empresas superaram as estimativas de lucro do terceiro trimestre.

Por isso, será necessário avaliar as declarações da administração sobre esses investimentos em conjunto com os resultados, e não se concentrar apenas nos números divulgados.

O que esperar das Sete Magníficas em novembro?

Seis das Sete Magníficas já divulgaram os balanços do terceiro trimestre. Algumas conseguiram convencer o mercado de que os gastos com IA estão gerando resultados. Outras registraram quedas acentuadas nas ações apesar de apresentarem crescimento expressivo.

Microsoft e Amazon: demanda por IA sustenta os negócios de nuvem

A Microsoft registrou receita de US$ 92,3 bilhões, alta de 19% em relação ao ano anterior. O Azure cresceu 48%, e a companhia gerou US$ 18,6 bilhões em fluxo de caixa livre. Embora tenha investido US$ 45,2 bilhões, abaixo dos US$ 50 bilhões inicialmente previstos, explicou que a diferença se deveu a atrasos na entrega de capacidade computacional, e não a uma mudança de planos. Além disso, projetou gastos superiores a US$ 50 bilhões no trimestre seguinte. Suas ações subiram mais de 3% após a divulgação, e as expectativas para novembro são positivas.

A Amazon também apresentou demanda robusta pelos serviços de computação em nuvem. A receita da AWS cresceu 39,3%, para US$ 46 bilhões, o ritmo mais forte em quase cinco anos. Entretanto, o fluxo de caixa livre acumulado nos últimos 12 meses passou a ser negativo, em US$ 42,4 bilhões. A empresa atribuiu a deterioração ao aumento dos investimentos em IA e manteve a previsão de destinar cerca de US$ 220 bilhões a esses projetos em 2026. A reação inicial do mercado foi negativa, e as perspectivas para novembro são incertas.

Alphabet e Meta: bons resultados, mas dúvidas sobre os custos da IA

A Alphabet protagonizou uma das reações mais negativas desta temporada. Sua receita cresceu 25%, para US$ 127,6 bilhões, enquanto o Google Cloud avançou 103%. Entretanto, os resultados ficaram abaixo do esperado em algumas linhas relevantes, especialmente publicidade. A companhia também registrou fluxo de caixa livre negativo de US$ 9,1 bilhões, após investir US$ 51,4 bilhões no trimestre. A direção ainda antecipou um aumento significativo dos investimentos em IA em 2027. As ações chegaram a cair 10% e podem continuar pressionadas neste mês.

A Meta registrou crescimento de receita de 26%, para US$ 64,6 bilhões. O negócio de publicidade continua apresentando bom desempenho, e Mark Zuckerberg afirmou que as ferramentas de IA estão melhorando o engajamento dos usuários e a rentabilidade dos anúncios. No entanto, os investimentos de capital chegaram a US$ 34,9 bilhões, e a empresa elevou a projeção para o ano de 2026 para US$ 135 bilhões a US$ 145 bilhões. O fluxo de caixa livre ficou negativo em US$ 2,1 bilhões. As ações recuaram 6,98% após a divulgação. Atualmente, o gráfico semanal mostra sinais de fraqueza que sugerem possíveis quedas adicionais no curto prazo.

Apple e Tesla: controle dos investimentos em IA

A Apple divulgou receita de US$ 114,5 bilhões no terceiro trimestre, alta de 12% em relação ao ano anterior. As vendas do iPhone atingiram US$ 57,6 bilhões e superaram as projeções dos analistas. Entretanto, as perspectivas para o trimestre das festas de fim de ano foram menos favoráveis. A empresa espera uma redução da margem bruta para 45% a 46%, ante 47,9% no trimestre divulgado.

O encarecimento dos chips de memória será um dos principais fatores. A Apple também reconheceu que os serviços de IA, incluindo a nova Siri, geram custos adicionais de servidores. A companhia estuda limitar o uso de alguns recursos e elevar os preços de determinados serviços para compensar esses gastos. Sua postura mais cautelosa em relação aos investimentos em IA transmite confiança aos investidores e pode favorecer as ações em novembro.

A Tesla, por sua vez, registrou receita de aproximadamente US$ 28 bilhões, ligeiramente abaixo do mesmo período do ano anterior. A companhia gerou mais de US$ 1,5 bilhão em fluxo de caixa livre e reduziu sua projeção de investimentos para 2026 para cerca de US$ 20 bilhões. O mercado pode recompensar essa postura nas próximas semanas, permitindo novas altas das ações.

Nvidia: mercado espera outra surpresa positiva

A Nvidia divulgará seus resultados em 17 de novembro, e as expectativas seguem elevadas. O consenso dos analistas prevê receita de aproximadamente US$ 109 bilhões e lucro por ação de US$ 2,47. Entretanto, superar esses números talvez não seja suficiente para impulsionar a cotação.

Os investidores também buscarão sinais de que a demanda por chips de IA continua crescendo e justificando os gastos dos principais clientes da empresa. Projeções acima do esperado poderiam reacender o interesse pelo setor de tecnologia, enquanto qualquer decepção aumentaria as dúvidas sobre sua rentabilidade.

Análise técnica do S&P 500

Análise técnica do S&P 500 Novembro 2026

O S&P 500 iniciou novembro rompendo uma zona de suporte e registrando uma nova mínima das últimas 13 semanas. Entretanto, o preço reverteu para cima e formou um candle de rejeição. Esse movimento indica aumento da pressão compradora e pode abrir espaço para novas altas.

Por outro lado, a resistência entre 7.823 pontos e a máxima histórica, em torno de 7.897 pontos, pode limitar uma nova valorização e prolongar a lateralização observada desde agosto. Para dar mais credibilidade a um cenário de alta, seria necessário um rompimento confirmado dessa região. Se o preço cair abaixo da mínima desta semana, ganhará força a hipótese de correção, com possibilidade de teste da média móvel exponencial de 50 períodos (MME50) no médio prazo.

Previsão do S&P 500 para novembro: possíveis cenários

A seguir, apresentamos dois cenários possíveis para o S&P 500 ao longo de novembro.

Cenário de alta: retomada das máximas históricas

No cenário mais favorável, o S&P 500 recuperaria o patamar de 7.823 pontos e superaria a resistência entre esse nível e 7.897 pontos. Para que o movimento tivesse continuidade, seria importante que os próximos dados de inflação e emprego mostrassem moderação das pressões de preços sem indicar deterioração significativa da economia.

Novas quedas nos rendimentos dos Treasuries, redução das tensões entre Estados Unidos e Irã e balanços corporativos capazes de demonstrar que os investimentos em IA estão se traduzindo em receitas e lucros maiores também ajudariam.

Cenário de baixa: correção mais profunda

Uma queda abaixo da mínima registrada nesta semana reforçaria a possibilidade de novos recuos no S&P 500. Esse cenário ganharia força com inflação acima do esperado e indicadores de atividade econômica robusta, pois isso sustentaria a expectativa de política monetária restritiva nos meses seguintes.

Uma recuperação dos rendimentos dos títulos públicos, novos receios relacionados aos gastos corporativos com inteligência artificial ou uma escalada do conflito com o Irã também favoreceriam o cenário de baixa.

Fique por dentro de todos os movimentos do mercado de ações e negocie hoje mesmo o S&P 500 e as “7 Magníficas” com as dicas oferecidas pela FP Markets, uma das melhores corretoras internacionais regulamentadas do mercado. O que você está esperando?

Ramón Carreño é um redator especializado em finanças e trading. Ele começou analisando corretores de Forex e, posteriormente, passou a elaborar guias técnicos para compartilhar seus conhecimentos com outros traders.

Como visto em: Rankia

Os Corretores de Forex Mais Visitados