A semana de 27 a 31 de julho de 2026 foi positiva para os principais papéis analisados, e três ações se destacaram: PRIO3, PETR4 e BBAS3. A PRIO foi a líder de performance, seguida por Petrobras e Banco do Brasil, num movimento comprador concentrado em petroleiras e num grande banco estatal. O critério foi a variação de preço entre o fechamento de 27 e o de 31 de julho. Nesse intervalo, PRIO3 teve a maior alta, seguida por PETR4 e BBAS3, enquanto papéis como BBDC4 e SBSP3 ficaram no campo negativo, o que consolidou PRIO, Petrobras e Banco do Brasil como as três ações da semana dentro do universo de dez nomes acompanhados.
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PRIO (PRIO3): Crescimento de Produção e Forte Geração de Caixa
A PRIO é uma petroleira focada em campos maduros offshore, com modelo baseado na aquisição e no redesenvolvimento de ativos como Frade, Polvo, Tubarão Martelo, Albacora Leste e Peregrino. Em 2025, registrou vendas de cerca de 15,58 bilhões de reais, acima dos 14,36 bilhões do ano anterior, mas com lucro líquido de 2,25 bilhões, bem abaixo dos 10,30 bilhões de 2024, refletindo normalização após efeitos extraordinários. O quarto trimestre trouxe prejuízo de cerca de 185 milhões de dólares, influenciado por maior depreciação e efeitos tributários, apesar de um EBITDA ajustado em torno de 324 milhões de dólares e margem de 55 por cento. A consolidação de Peregrino elevou a produção média para cerca de 106 mil barris por dia, reforçando o perfil de crescimento de volume.
Nos indicadores, a PRIO opera com ROE próximo de 9,97 por cento e margem líquida em torno de 21,70 por cento. Negocia com P/E de cerca de 10,96 e P/S de 2,08, com valor de mercado próximo de 10,5 bilhões de reais, patamar que sugere um papel de crescimento com valuation ainda razoável frente ao histórico e ao setor. O papel costuma reagir com sensibilidade a divulgações de resultados: no terceiro trimestre de 2025 subiu cerca de 2,5 a 2,8 por cento após surpresa positiva, e mesmo no quarto trimestre, com lucro abaixo do esperado, avançou perto de 1,7 por cento no dia seguinte, sinal de que o mercado prioriza a tese de crescimento de produção frente a ruídos de curto prazo.
Leitura técnica: tendência de alta, com SAR a pedir confirmação

No gráfico semanal, PRIO3 negocia em torno de 61,45 reais, com folga acima da média de 50 períodos (ciano, ~50-51 reais) e da de 200 períodos (azul, ~44 reais), ambas apontando para cima e confirmando a tendência estrutural de alta iniciada no começo de 2026, quando o papel rompeu os 40 reais e disparou até cerca de 72 reais. O SAR ainda aparece acima do preço, descendo do topo em direção aos 64 reais, o que pede cautela no curtíssimo prazo. O preço recuperou das mínimas próximas de 52 reais e o MACD, após o forte impulso de 2026, perdeu força com o histograma no campo negativo. A leitura é de tendência de fundo positiva, com suporte na região dos 52 reais e resistências entre 64 e 72 reais.
Petrobras (PETR4): Recuperação de Lucro e Caixa Forte
A Petrobras é a maior integrada de petróleo e gás do Brasil, com forte exposição ao pré-sal e atuação em exploração, produção, refino e distribuição. Encerrou 2025 com lucro líquido de cerca de 110,1 bilhões de reais, alta de aproximadamente 200 por cento sobre os 36,6 bilhões de 2024, apoiada em maior participação do pré-sal e disciplina de custos. No quarto trimestre, teve lucro de cerca de 15,6 bilhões de reais, revertendo o prejuízo de aproximadamente 17 bilhões do quarto trimestre de 2024, com receita na casa de 127 bilhões e EBITDA ajustado em torno de 59,9 bilhões. Elevou investimentos para cerca de 82 bilhões em 2025, o maior patamar desde 2016, mantendo alavancagem controlada e capacidade de dividendos.
O mercado vê a companhia como um caso de geração de caixa muito forte, com poder de investimento e distribuição de proventos, mas com risco estrutural ligado à governança, interferência política e à previsibilidade da política de preços de combustíveis. O avanço da participação do pré-sal para cerca de 80 por cento reforça a visão de que o core está em ativos de alta produtividade e margens. Projetos como Búzios, com a plataforma P-78, a expansão de refino selecionado e ajustes na carteira de ativos não core sustentam o caso de investimento, desde que o arcabouço regulatório permaneça relativamente estável.
Leitura técnica: preço acima das médias e do SAR

No gráfico semanal, PETR4 negocia em torno de 43,42 reais, acima da média de 50 períodos (ciano, ~37,5 reais) e da de 200 períodos (azul, ~34,5 reais), ambas com inclinação positiva, o que reforça a tendência de alta no médio prazo. O SAR aparece abaixo do preço, na região de 37,5 reais, sinal construtivo que indica curto prazo favorável aos compradores após a correção vinda do topo próximo de 50 reais. O preço recuperou das mínimas de cerca de 38 reais e o MACD arrefeceu, com histograma no negativo, o que mostra tendência positiva mas com menos aceleração. A leitura é favorável enquanto o papel se mantiver acima das médias e do SAR, com suporte entre 37 e 38 reais e resistências em 46 e 50 reais.
Banco do Brasil (BBAS3): Desconto de Valuation e Recuperação Trimestral
O Banco do Brasil é um dos maiores bancos do país, forte em crédito corporativo e varejo, agronegócio e serviços financeiros, e controlado pelo governo federal. Encerrou 2025 com lucro líquido ajustado de cerca de 20,685 bilhões de reais, queda de 45,4 por cento sobre 2024, impactada por novas regras contábeis e aumento da inadimplência. No quarto trimestre, reportou lucro em torno de 5,7 bilhões, alta de 51,7 por cento contra o terceiro trimestre, indicando alguma recuperação. A carteira ampliada terminou o ano em cerca de 1,296 trilhão de reais, com crescimento modesto de 2,5 por cento, e as receitas de serviços ficaram em torno de 34,8 bilhões.
Apesar da queda de lucro, o BB continua visto como instituição sólida, com desconto estrutural de valuation pelo caráter estatal. A projeção de recuperação de ganhos em 2026 sinaliza que parte da pressão de 2025 foi conjuntural, ligada a ajustes contábeis e ao ciclo de crédito, o que pode apoiar uma reprecificação se os números confirmarem.
Leitura técnica: recuperação com SAR abaixo do preço, mas ainda sob as médias

No gráfico semanal, BBAS3 negocia ao redor de 21,35 reais, ainda abaixo das principais médias, o que mostra um papel em recuperação mas tecnicamente pressionado. A média de 50 períodos (ciano) está logo acima, na faixa de 22 reais, e a de 200 períodos (azul) próxima de 24 reais, ambas como resistências. O ponto positivo está no SAR, que virou para baixo do preço, perto de 19 reais, primeiro sinal comprador de curto prazo após o teste das mínimas. O MACD também melhora, com histograma voltando ao campo levemente positivo. Para confirmar reversão, o papel precisa recuperar os 22 reais e depois os 24 reais, com suporte na região de 19 a 20 reais.
Conclusão
PRIO, Petrobras e Banco do Brasil foram os três melhores desempenhos da semana, cada um por uma razão diferente. PRIO3 entregou a maior força compradora, apoiada no crescimento de produção com Peregrino e na geração de caixa, e tecnicamente segue em tendência de alta acima das médias, ainda que o SAR peça confirmação. PETR4 confirmou o case de caixa forte e dividendos, com o pré-sal como motor, e negocia acima das médias e do SAR, num quadro construtivo. BBAS3 resistiu pelo desconto de valuation e pelos primeiros sinais de recuperação, com o SAR já abaixo do preço, embora ainda precise recuperar as médias para confirmar a reversão.
O desempenho relativo mostra onde os investidores concentraram apetite no período: petroleiras com produção e caixa em expansão e um banco estatal barato em processo de reprecificação. Para o próximo período, os pontos a acompanhar são a confirmação do SAR abaixo do preço em PRIO3, a manutenção de PETR4 acima da faixa dos 37 a 38 reais e a recuperação de BBAS3 acima dos 22 e depois dos 24 reais, níveis que definirão se o movimento da semana é o início de uma tendência mais consistente ou apenas um repique dentro de estruturas ainda em ajuste.
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