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Semana de Destaques: PRIO3 dispara, VALE3 resiste e ITUB4 cai menos em semana negativa

De Frederico Aragão Morais
Verificador Equipe br.DailyForex.com
Analista Técnico

Frederico Aragão Morais é analista de mercados e redator especializado em macroeconomia, política monetária e mercados cambial e de capitais. Na Qaestum Capital, acompanhou diariamente a evolução dos mercados financeiros, analisando moedas, índices e commodities, e elaborando relatórios com foco nos fatores macroeconômicos e nas decisões de política monetária....

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A semana de 11 a 15 de maio de 2026 foi negativa para boa parte das blue chips brasileiras, mas três ações se destacaram em termos relativos dentro da carteira analisada: PRIO3, VALE3 e ITUB4.

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O grande destaque foi PRIO3, que avançou cerca de 8,13% na semana e ficou claramente à frente dos demais papéis. VALE3 teve desempenho praticamente estável, com leve alta de 0,06%, enquanto ITUB4 recuou cerca de 1,56%, mas ainda assim caiu menos do que boa parte da lista, que teve perdas mais fortes.

Em semanas de maior pressão, esse tipo de leitura é importante porque o mercado costuma revelar quais ativos mantêm maior força relativa, seja por fundamentos, fluxo comprador, qualidade operacional ou suporte técnico. Nesse contexto, PRIO3 apareceu como o nome de maior momentum, VALE3 como papel resiliente em commodities e ITUB4 como banco de qualidade em correção moderada.

PRIO3: Crescimento Forte, Produção Recorde e Momentum Dominante

PRIO foi o principal destaque da semana. A ação subiu cerca de 8,13% entre 11 e 15 de maio, saindo de R$ 63,63 para R$ 68,80, em um movimento muito superior ao dos demais papéis analisados.

Do ponto de vista fundamentalista, a companhia segue como uma das principais teses de crescimento do setor de óleo e gás no Brasil. O modelo de negócio é baseado na aquisição de campos maduros offshore, aumento de eficiência operacional, redução de custos de extração e ampliação do fator de recuperação dos ativos.

A empresa tem exposição relevante a campos como Frade, Albacora Leste, Polvo/Tubarão Martelo, Peregrino e ao projeto Wahoo, ainda em desenvolvimento. Em 2025, a aquisição de participação relevante em Peregrino e a assunção da operação mudaram o patamar de produção da companhia, mas também trouxeram aumento de depreciação, amortização e endividamento.

Os números operacionais seguem fortes. A PRIO reportou produção média recorde de cerca de 106,4 mil barris por dia em 2025, com vendas totais próximas de 37,8 milhões de barris no ano. A receita total ficou em torno de US$ 2,5 bilhões, sustentada pelo aumento de volumes, mesmo em um ambiente de queda no preço médio do Brent.

O Ebitda ajustado ficou próximo de US$ 1,4 bilhão, reforçando a capacidade operacional da companhia. Por outro lado, o prejuízo contábil no quarto trimestre, próximo de US$ 185 milhões, mostrou que o impacto da aquisição de Peregrino e os efeitos cambiais ainda pesam no resultado líquido. A tese continua positiva, mas com riscos maiores associados à alavancagem, ao preço do petróleo e à execução dos projetos.

Um gráfico semanal muito forte, mas já em região esticada

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No gráfico semanal, PRIO3 mostra uma tendência claramente positiva. O papel saiu de uma longa fase de consolidação e acelerou com força desde o início de 2026, rompendo regiões relevantes de preço e mantendo candles de alta consistentes.

A ação aparece negociando em torno de R$ 68,80, bem acima das médias móveis de 50 e 200 semanas. A média de 50 semanas está próxima de R$ 36,71, enquanto a de 200 semanas aparece na região de R$ 20,96, o que confirma uma estrutura técnica bastante favorável no médio prazo.

O Parabolic SAR segue abaixo do preço, reforçando a leitura de tendência de alta. O MACD também permanece em terreno positivo, embora com sinais de menor aceleração depois de uma sequência muito forte de valorização.

A leitura técnica é positiva, mas exige cautela. O papel está em tendência clara de alta, com forte momentum relativo, porém o movimento recente já deixou a ação em uma região mais esticada. Para novas entradas, o ideal seria observar se o ativo consegue sustentar a região atual ou se fará uma correção saudável antes de tentar novas máximas.

VALE3: Geração de Caixa, Produção Forte e Estabilidade em meio à Pressão

VALE3 teve uma semana praticamente estável, com leve alta de cerca de 0,06%, passando de R$ 83,45 para R$ 83,50. O avanço foi pequeno, mas relevante em termos relativos, já que vários papéis da carteira recuaram com mais força no mesmo período.

Do ponto de vista fundamentalista, a Vale continua sendo uma das maiores mineradoras globais, com foco em minério de ferro e pelotas, além de operações relevantes em cobre e níquel. A tese segue baseada em geração de caixa robusta, disciplina de capital, qualidade dos ativos e exposição a commodities essenciais para infraestrutura e transição energética.

Em 2025, a companhia superou suas próprias metas de produção. A produção de minério de ferro atingiu cerca de 336 milhões de toneladas, crescimento de 2,6% em relação a 2024 e acima do guidance atualizado. O cobre chegou a aproximadamente 382,4 mil toneladas, alta de 9,8%, enquanto o níquel somou 177,2 mil toneladas, avanço de 10,8%.

No quarto trimestre de 2025, a produção de minério de ferro foi de 90,4 milhões de toneladas, com vendas de 84,9 milhões de toneladas. Esses números reforçam uma operação mais estável e ajudam a sustentar a visão de que a Vale continua bem posicionada em geração de caixa, mesmo com preços realizados mais pressionados.

O ponto de atenção segue sendo o ciclo do minério de ferro. A empresa é muito sensível à China, ao câmbio e às expectativas de demanda global. Ainda assim, os múltiplos são considerados atrativos e o fluxo de caixa livre estimado para os próximos anos sustenta uma leitura positiva para investidores de médio e longo prazo.

Um gráfico semanal positivo, mas com sinais de consolidação

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No gráfico semanal, VALE3 mostra uma tendência estrutural ainda favorável. O papel está negociando em torno de R$ 83,50, acima das médias móveis de 50 e 200 semanas, que aparecem próximas de R$ 67,43 e R$ 68,53, respectivamente.

A ação teve forte recuperação desde a região de R$ 50,00 e chegou a negociar perto de R$ 90,00, mas nas últimas semanas passou a mostrar maior volatilidade. A região atual sugere uma fase de consolidação depois do rali recente.

O Parabolic SAR aparece abaixo do preço, ainda sustentando a tendência positiva. Por outro lado, o MACD mostra perda de força, com as linhas se aproximando e o histograma em território negativo, o que indica redução do momentum comprador.

A leitura técnica é construtiva, mas menos explosiva do que a de PRIO3. VALE3 segue acima das médias e dentro de uma estrutura de alta, mas precisa recuperar força para tentar novamente a região de máximas recentes. Enquanto isso não ocorre, o papel parece mais em fase de acomodação do que no início de um novo impulso.

ITUB4: Qualidade, Lucro Recorde e Correção Moderada

ITUB4 recuou cerca de 1,56% na semana, saindo de R$ 40,33 para R$ 39,70. Apesar da queda, o desempenho foi melhor do que o de outras ações da lista, como B3SA3, SBSP3, BBAS3 e BBDC4, que tiveram perdas mais intensas.

Do ponto de vista fundamentalista, Itaú Unibanco continua sendo um dos nomes de maior qualidade do setor financeiro brasileiro. A tese é sustentada por alta rentabilidade, forte geração de capital, controle de risco de crédito, eficiência operacional e capacidade consistente de distribuição de dividendos e juros sobre capital próprio.

Em 2025, o banco reportou lucro líquido recorrente de cerca de R$ 46,8 bilhões, crescimento de 13,1% em relação a 2024 e o maior resultado anual já registrado por um banco no país. O lucro contabilizado para acionistas ficou próximo de R$ 44,9 bilhões, também em crescimento relevante.

A rentabilidade segue elevada, com ROE recorrente na faixa de 21,8% a 23,4%. A margem financeira com clientes cresceu cerca de 12,1%, enquanto as receitas de serviços e seguros avançaram em torno de 6,3%. Esses números mostram um banco diversificado, rentável e com boa capacidade de atravessar ciclos macroeconômicos mais difíceis.

O Itaú também segue atrativo pelo retorno ao acionista. Em 2025, distribuiu aproximadamente R$ 33,7 bilhões em juros sobre capital próprio e dividendos, com payout próximo de 72% antes de impostos. Por isso, mesmo em semanas de correção, o papel continua sendo visto como uma tese defensiva e de qualidade dentro do setor financeiro.

Um gráfico semanal pressionado, testando região importante

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No gráfico semanal, ITUB4 mostra uma leitura mais cautelosa. O papel vinha em tendência positiva desde 2025, mas perdeu força depois de atingir regiões próximas de R$ 48,00 a R$ 50,00 no início de 2026.

A ação aparece agora negociando perto de R$ 40,00, em uma região próxima da média móvel de 50 semanas, que está em torno de R$ 40,50. Esse ponto é importante porque pode funcionar como suporte técnico relevante. A perda consistente dessa média enfraqueceria a leitura de curto e médio prazo.

O Parabolic SAR está acima do preço, sinalizando pressão vendedora recente. O MACD também mostra deterioração, com as linhas em queda e histograma negativo, reforçando a perda de momentum depois do forte movimento anterior.

A leitura técnica, portanto, é mais frágil do que a dos outros dois papéis. O fundamento continua sólido, mas o gráfico ainda não confirma retomada. Para melhorar a leitura, ITUB4 precisaria recuperar a média de 50 semanas, reduzir a pressão vendedora e voltar a formar candles de maior força compradora.

Conclusão

PRIO3, VALE3 e ITUB4 foram os principais destaques relativos da semana de 11 a 15 de maio de 2026 dentro da carteira analisada.

PRIO3 foi o nome de maior força, com alta expressiva de 8,13% e gráfico claramente positivo, apoiado por crescimento operacional, produção recorde e avanço da tese de expansão. O ponto de atenção está no aumento da alavancagem e no fato de o papel já estar tecnicamente mais esticado.

VALE3 teve desempenho praticamente estável, mas mostrou resiliência em uma semana negativa. A companhia segue sustentada por forte geração de caixa, produção acima do guidance e múltiplos atrativos, embora continue muito dependente do ciclo do minério de ferro e da demanda chinesa.

ITUB4 caiu moderadamente, mas ainda se destacou por perder menos do que boa parte dos pares. O banco continua entregando resultados muito fortes, ROE elevado e retorno relevante ao acionista. O desafio está mais no gráfico, que mostra perda de força e teste de uma região técnica importante.

Em resumo, a semana mostrou três perfis bem diferentes: PRIO3 como ação de crescimento e momentum, VALE3 como resiliência em commodities e ITUB4 como tese de qualidade em correção.

PRIO3 disparou, VALE3 resistiu e ITUB4 caiu menos em uma semana negativa para a Bolsa. Entenda o que explica a força relativa desses papéis e o que os gráficos sinalizam agora com as Melhores Plataformas de Ações do DailyForex.

Analista Técnico
Frederico Aragão Morais é analista de mercados e redator especializado em macroeconomia, política monetária e mercados cambial e de capitais. Na Qaestum Capital, acompanhou diariamente a evolução dos mercados financeiros, analisando moedas, índices e commodities, e elaborando relatórios com foco nos fatores macroeconômicos e nas decisões de política monetária.
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