Cobre
O mercado de cobre tentou inicialmente subir nesta semana, mas devolveu os ganhos acima de US$ 6,50. No fim das contas, a demanda pela commodity continua elevada. No entanto, com o aumento das incertezas em torno dos investimentos em inteligência artificial, os compradores de cobre enfrentam dificuldades.

Ainda assim, há suportes importantes abaixo do preço atual, e o patamar de US$ 6 pode funcionar como um piso significativo. Se o mercado voltar a subir e recuperar US$ 6,50, o movimento poderá abrir espaço para uma valorização muito mais expressiva.
S&P 500
O S&P 500 apresentou forte volatilidade nesta semana, algo compreensível diante das eleições nos Estados Unidos. Entretanto, a questão central continua sendo a trajetória dos juros e se eles seguirão pressionando o mercado acionário. Afinal, os juros reais oferecem remuneração aos investidores em títulos, em vez de ações.

Em termos técnicos, uma alta acima de 7.600 pontos seria um sinal de força para o S&P 500. Já uma ruptura abaixo da média móvel exponencial (MME) de 50 semanas, atualmente em 7.259 pontos, seria um sinal de baixa.
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Prata
A prata apresentou uma boa valorização durante a maior parte da semana, mas perdeu força ao se aproximar de US$ 55. Trata-se de um número redondo, psicologicamente relevante, que já funcionou como suporte e resistência em outras ocasiões.

Neste momento, esse patamar atua como resistência, enquanto a alta dos juros reais continua sendo um dos principais obstáculos para a prata. Por isso, é provável que o mercado siga demonstrando hesitação antes de confirmar um rompimento de alta.
Ouro
O mercado de ouro também apresentou viés de alta, mas teve dificuldades abaixo de US$ 4.200. Um rompimento acima desse nível poderia impulsionar uma valorização mais forte. Entretanto, assim como na prata, os juros reais representam um obstáculo importante, e o ouro ainda mostra sinais de fraqueza.

Se houver uma ruptura abaixo da mínima do candle semanal, o ouro poderá enfrentar uma deterioração adicional, com possibilidade de recuar até US$ 3.500.
USD/CAD
O dólar americano se valorizou diante do dólar canadense ao longo da semana, sobretudo na segunda metade do período, quando os números do mercado de trabalho dos dois países seguiram direções opostas. Os Estados Unidos criaram 165 mil vagas no mês passado, contra uma previsão de 65 mil, uma surpresa positiva de 100 mil empregos.

Por outro lado, o Canadá decepcionou nas estimativas de emprego, com perda de 4.700 postos de trabalho, em vez da criação de 14.600 vagas esperada. Assim, o diferencial de juros, a política econômica e o dinamismo da atividade ainda parecem favorecer os Estados Unidos nesse par cambial.
GBP/USD
A libra esterlina subiu um pouco durante a semana, mas devolveu os ganhos após a divulgação dos dados de emprego dos Estados Unidos. O par demonstra dificuldade para sustentar a valorização, embora ainda exista um suporte significativo próximo de 1,32.

De modo geral, espero que o GBP/USD continue oscilando em ambas as direções. Apesar da recente perda de força da libra, ainda não há sinais claros de uma mudança na estrutura mais ampla do mercado.
EUR/USD
O euro tentou subir no início da semana e testou a média móvel exponencial (MME) de 200 semanas, mas depois devolveu os ganhos. O cenário continua parecendo favorável ao dólar americano, enquanto a Europa enfrenta preocupações com os custos de energia no inverno e o Banco Central Europeu (BCE) demonstra pouca disposição para assumir um compromisso firme com um aperto monetário.

Por outro lado, espera-se que o Federal Reserve (Fed) eleve os juros em dezembro. Por isso, minha expectativa continua sendo de pressão de baixa sobre o EUR/USD.
USD/MXN
Um dos mercados em que o dólar americano enfrenta dificuldades é o par com o peso mexicano. Isso faz sentido, já que o diferencial de juros favorece o México. O nível de 19 pesos mexicanos por dólar continua sendo importante e, se houver rompimento abaixo da MME de 200 semanas, o par poderá recuar em direção a 18 pesos.

Mantidas as demais condições, o dólar poderá cair diante do peso mexicano: uma economia americana mais forte, como sugere o relatório de empregos, também tende a beneficiar a economia mexicana. Acredito que uma correção no USD/MXN esteja próxima.
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