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Três Ações no Radar da Semana: Sabesp, Itaú e Axia Energia no Gráfico Semanal

De Frederico Aragão Morais
Analista Técnico

Frederico Aragão Morais é analista de mercados e redator especializado em macroeconomia, política monetária e mercados cambial e de capitais. Na Qaestum Capital, acompanhou diariamente a evolução dos mercados financeiros, analisando moedas, índices e commodities, e elaborando relatórios com foco nos fatores macroeconômicos e nas decisões de política monetária....

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É exatamente por isso que o radar desta semana ficou em três nomes com teses bem definidas. A Sabesp (SBSP3) aparece como uma história de transformação após a privatização, com foco em execução, eficiência e capacidade de investimento num serviço essencial como saneamento. O Itaú (ITUB4) entra como o exemplo de consistência bancária, sustentando rentabilidade elevada e retornos ao acionista num modelo de negócio que o mercado costuma premiar quando quer previsibilidade. A Axia Energia/Eletrobras (ELET3) completa o trio com a tese de caixa e dividendos numa companhia de energia que, ao mesmo tempo, exige atenção ao ritmo dos resultados e ao humor do mercado por conta do comportamento mais volátil do papel.

Sabesp (SBSP3): execução pós-privatização e uma reprecificação que ganhou fundamentos

A Sabesp é, na prática, a infraestrutura de água e saneamento do Estado de São Paulo. O ponto de virada recente é a privatização concluída em julho de 2024, que mexe no que o mercado mais penalizava: governança, velocidade de execução e previsibilidade de entrega. A estratégia descrita no material vai direto ao que importa: acelerar a universalização (100% até 2029, em vez de 2033) e transformar eficiência operacional em capacidade real de investimento.

Os números de 2025 sustentam essa narrativa. No 2T, o lucro líquido ajustado foi de R$ 1,96 bilhão e o EBITDA ajustado chegou a R$ 3,62 bilhões, com receita operacional avançando 33%. No 3T, o lucro líquido ajustado foi de R$ 1,28 bilhão (+9,5% A/A) e o EBITDA ajustado de R$ 3,2 bilhões (+14,7% A/A), com queda de 16% em custos e despesas e redução de cerca de 2 mil funcionários via PDV. O pacote fica ainda mais completo com reajuste tarifário de 6,11% a partir de 1º de janeiro de 2026, JCP aprovado de R$ 1,798 bilhão e aumento de capital de R$ 2,8 bilhões.

Um gráfico semanal que confirma a tendência e mostra perda de fôlego no curto prazo

Sabesp (SBSP3): execução pós-privatização e uma reprecificação que ganhou fundamentos
No gráfico semanal, SBSP3 fechou em 133,39, com máxima em 134,87 e mínima em 131,66. O preço continua bem acima das médias de longo prazo (MM50 em 75,99 e MM200 em 114,28), o que mantém a leitura estrutural de alta; a semana negativa parece mais uma pausa do que uma mudança de regime.

O MACD reforça a ideia de pausa: linha em 6,17, sinal em 6,54 e histograma em -0,37 indicam desaceleração do momentum. A região da mínima semanal (131,66) vira suporte imediato; a máxima (134,87) funciona como resistência de curto prazo. Se o mercado insistir em “respirar” mais, a MM200 em 114,28 aparece como referência macro para correções mais profundas sem, por si só, invalidar a tese semanal.

Itaú (ITUB4): rentabilidade alta, eficiência e retorno ao acionista como vantagem competitiva

O Itaú aparece como o caso clássico de banco grande que o mercado trata como “qualidade” quando o investidor fica mais seletivo. A tese fundamental aqui é menos sobre surpresa e mais sobre consistência: rentabilidade elevada, disciplina de custos e uma operação capaz de atravessar ciclos sem perder a mão no risco, com contribuição relevante de frentes como seguros.

No 3T25, o material aponta lucro líquido recorrente de R$ 11,9 bilhões (+11,3% A/A) e ROE de 23,3%. A margem financeira líquida (NII) foi de R$ 31,4 bilhões (+10,1% A/A), com NII com clientes em R$ 30,5 bilhões (+11%). O índice de eficiência veio em 39,5% e o resultado de seguros em R$ 3,0 bilhões (+17,8% A/A). Do lado do capital, há trajetória de payout descrita como crescente (62,1% em 2024; 63,4% estimado em 2025; potencial de 70% em 2026), com proventos referidos de R$ 1,868 por ação em dividendos e R$ 0,3697 por ação em JCP.

Um gráfico semanal de alta madura, com consolidação organizada perto das máximasItaú (ITUB4): rentabilidade alta, eficiência e retorno ao acionista como vantagem competitiva

No gráfico semanal, ITUB4 fechou em 39,23, com máxima em 39,67 e mínima em 38,86. O preço segue acima das médias (MM50 em 28,15 e MM200 em 35,05), preservando a estrutura de alta; é um desenho típico de “andar de lado para depois decidir”, desde que os suportes não sejam perdidos com convicção.

No MACD, a linha está em 1,20, o sinal em 1,28 e o histograma em -0,08: leve perda de tração no curto prazo. A faixa de 38,86 vira o primeiro nível de atenção; abaixo, a MM200 em 35,05 tende a ser a referência semanal mais óbvia. Para cima, 39,67 é a resistência imediata e a região dos 40 costuma ser o teste natural, dado o histórico recente de hesitação nessa área.

Axia Energia / Eletrobras (ELET3): foco em caixa e dividendos, com valuation exigente

O material descreve a Eletrobras como Axia Energia após a privatização de junho de 2022, com estratégia centrada em disciplina de capital e geração de caixa. A combinação de geração (mais exposta a preço e hidrologia) com transmissão (mais previsível) ajuda a explicar por que a tese aparece frequentemente associada a dividendos, num mercado que alterna entre “crescimento” e “renda” conforme o humor.

No 3T25, a receita operacional foi de R$ 9,9 bilhões (-4,6% A/A) e o EBITDA regulatório ajustado de R$ 6,4 bilhões (-5,8% A/A), com melhora de +16% T/T. O lucro líquido IFRS ajustado foi de R$ 2,2 bilhões (-68% A/A), explicado no texto pela base comparativa de 2024 com efeitos extraordinários. O fluxo de caixa livre recorrente foi de R$ 3,7 bilhões e o material menciona R$ 4 bilhões em dividendos no 3T. A leitura embutida é um trade-off clássico: renda forte, mas valuation que cobra entrega contínua.

Um gráfico semanal de rali recente, com volatilidade alta e momentum a esfriar

Axia Energia / Eletrobras (ELET3): foco em caixa e dividendos, com valuation exigente
No gráfico semanal, ELET3 abriu em 49,73, fez mínima em 49,37, máxima em 50,61 e fechou em 50,61 (+1,46%). O preço está acima das médias longas (MM50 em 41,06 e MM200 em 45,87), o que mantém a estrutura semanal positiva, apesar do comportamento mais volátil depois do rali.

O MACD mostra linha em 3,64, sinal em 4,51 e histograma em -0,87, indicando arrefecimento do momentum após a aceleração. A mínima semanal (49,37) funciona como suporte imediato e 50,61 como resistência de curto prazo; é um tipo de papel que costuma pedir consolidação (velas menores) antes de uma nova perna de alta. Se a correção ganhar corpo, a MM200 em 45,87 tende a ser a referência semanal mais observada.

Conclusão

As três histórias têm um ponto em comum: o mercado ainda sustenta tendência no semanal, mas o ritmo já não é o mesmo. Sabesp carrega a tese de execução pós-privatização com gatilhos claros; Itaú entrega previsibilidade de resultado e capital; Axia/Eletrobras mistura caixa e dividendos com um valuation que exige consistência, especialmente depois de um movimento mais vertical no preço. A parte técnica entra como confirmação: tendência preservada, momentum esfriando e níveis de suporte e resistência bem definidos para o próximo movimento.

Analista Técnico
Frederico Aragão Morais é analista de mercados e redator especializado em macroeconomia, política monetária e mercados cambial e de capitais. Na Qaestum Capital, acompanhou diariamente a evolução dos mercados financeiros, analisando moedas, índices e commodities, e elaborando relatórios com foco nos fatores macroeconômicos e nas decisões de política monetária.

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