- O S&P 500 está registrando altas esta semana e já atingiu um novo máximo histórico.
- A proximidade com o nível psicológico de US$ 7.000 pode aumentar a pressão de venda no curto prazo.
- No gráfico diário do S&P 500, predominam os sinais de força.
- Dados positivos no PIB americano e nos novos pedidos de subsídios de desemprego geraram otimismo em relação à bolsa americana.
- Historicamente, as duas últimas semanas de dezembro têm sido otimistas para o S&P 500.
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Análise do Gráfico Semanal do S&P500
A semana atual está sendo positiva para o S&P500, que já acumula ganhos de 1,38%. Os máximos das últimas 8 semanas foram superados e um novo recorde histórico foi registrado. Esses sinais de força nos levam a pensar que o índice de referência dos EUA pode ter concluído seu período de consolidação e estaria se preparando para iniciar um novo rally a favor da tendência de alta de longo prazo.

De qualquer forma, temos acima o nível psicológico de US$ 7.000, que muitos traders podem usar para realizar lucros de suas últimas operações de compra. Ao mesmo tempo, os vendedores (short sellers) podem utilizá-lo como referência para abrir posições vendidas. Por isso, não seria estranho ver um aumento da pressão vendedora nos próximos dias. Antes de abrir operações de compra no S&P500, devemos esperar que essa zona seja rompida.
Análise do Gráfico Diário do S&P500
Durante as últimas 5 sessões, predominou uma forte pressão compradora no S&P500. O preço avançou 2,79% e rompeu a resistência que vinha segurando a cotação desde o início de dezembro. Esse movimento foi sustentado por uma alta no RSI e por barras bullish crescentes no histograma do MACD.

Esses sinais de força mostram que a demanda está se impondo no mercado, o que pode resultar em novas altas no curto prazo.
Dados Macroeconômicos Positivos e Rally de Papai Noel Sustentam Altas no S&P500
Nos últimos dias foram divulgados relatórios econômicos que geraram otimismo nos mercados financeiros. Por um lado, o dado do PIB dos EUA referente ao terceiro trimestre veio melhor do que o esperado. As expectativas dos analistas apontavam para 3,3%, enquanto o resultado final foi de 4,3%, superando o 3,8% anterior.
Por outro lado, o relatório de novos pedidos de auxílio-desemprego caiu de 224 mil na semana passada para 214 mil, superando as expectativas.
Além disso, estamos diante de um fator sazonal bullish para a bolsa americana: o rally de Papai Noel. Historicamente, o S&P500 tende a subir durante as duas últimas semanas do ano, geralmente devido ao otimismo das compras natalinas e ao rebalanceamento de portfólios que muitos investidores realizam no fim do ano.
Ações do S&P500: O Que Esperar das 7 Magníficas?
A última sessão foi mista para o grupo das 7 Magníficas. Quatro de seus componentes subiram levemente, enquanto os outros três terminaram com perdas moderadas. A seguir, mostramos a situação de cada um deles.
Apple (AAPL)
Gráfico semanal da Apple:

Gráfico diario da Apple:

Na sessão de quarta-feira, a Apple fechou em alta de 0,53% e superou as máximas das últimas 4 sessões. Isso nos faz pensar que a correção que vinha empurrando os preços para baixo nas últimas semanas pode estar chegando ao fim. De qualquer forma, o RSI e o MACD continuam indicando que a pressão vendedora ainda é superior à compradora. Portanto, devemos aguardar mais sinais de força antes de abrir posições de compra.
Nas próximas sessões, devemos acompanhar de perto a zona dos US$ 277. Um recuo a partir daqui indicaria fraqueza e sugeriria que os preços podem continuar lateralizados entre esse nível e os US$ 267. Já um breakout apoiaria o cenário bullish e serviria como gatilho para abrir posições longas, tendo como alvo o recorde histórico.
Microsoft (MSFT)
Gráfico semanal da Microsoft:

Gráfico diario da Microsoft:

A Microsoft segue lateralizada entre o suporte de US$ 468 e a resistência de US$ 493 desde meados de novembro. Embora o RSI e as linhas do MACD exibam trajetórias ascendentes que sugerem maior pressão compradora, é prudente esperar confirmação do próprio preço.
Um rompimento da resistência em US$ 493 seria um sinal de força e marcaria um ponto apropriado para abrir posições compradoras. Se o preço recuar abaixo desse nível, é provável que continue lateralizado dentro do mesmo intervalo.
Alphabet (GOOGL)
Gráfico semanal da Alphabet/Google:

Gráfico diario da Alphabet/Google:

O gráfico semanal mostra que as ações da Alphabet estão em clara tendência de alta. Nas últimas 3 semanas houve um recuo desde os recordes históricos até US$ 291. Na semana atual, os preços estão subindo e já superaram as máximas e mínimas da semana passada. Combinado com a vela de rejeição deixada anteriormente (mecha inferior ampla), isso indica forte possibilidade de que a correção tenha terminado.
No MACD diário, as barras vendedoras do histograma estão diminuindo de tamanho e a linha do indicador parou de cair. O RSI também vem subindo desde o rebote na zona dos US$ 291. O cenário é favorável para buscar compras, embora seja recomendável realizar lucros parciais conforme o preço se aproxime do recorde histórico, que pode atuar como resistência.
Amazon (AMZN)
Gráfico semanal da Amazon:

Gráfico diario da Amazon:

Até agora, nesta semana, a Amazon subiu 2,21%. Contudo, o preço continua preso em um intervalo lateral entre o suporte de US$ 211 e a resistência de US$ 239. Como ocorre desde julho, a movimentação errática dentro deste intervalo dificulta entradas precisas tanto para posições compradas quanto vendidas. O mais prudente é esperar que o preço se aproxime das extremidades do range e buscar sinais de reversão.
Se nas próximas sessões o preço subir até a zona dos US$ 239, poderíamos abrir vendas assim que surgisse um padrão de reversão (topo duplo, topo triplo, estrela da tarde, vela de rejeição etc.). Caso esse nível seja rompido, seria um sinal relevante de força e abriria espaço para compras.
Meta (META)
Gráfico semanal da Meta:

Gráfico diario da Meta:

A semana está sendo positiva para a Meta, embora com menor volatilidade que nas anteriores. No gráfico diário vemos que o preço permanece lateralizado abaixo da resistência de US$ 681. O RSI e o MACD também estão laterais, sugerindo equilíbrio entre oferta e demanda.
Para abrir compras, devemos esperar um breakout dessa resistência, o que confirmaria força compradora. Caso surjam máximas e mínimas descendentes, o cenário bearish ganharia peso, podendo levar o preço novamente à região dos US$ 600 — zona adequada para buscar operações de venda.
Nvidia (NVDA)
Gráfico semanal da Nvidia:

Gráfico diário da Nvidia:

A Nvidia vem mostrando sinais de força recentemente. No fim da semana passada houve uma tentativa de recuperar a zona de US$ 180, que se confirmou no início da atual. A linha de tendência de baixa foi rompida e a sessão de terça marcou um novo topo dos últimos 32 dias. Além disso, o MACD registrou um cruzamento bullish e o RSI passou a subir de forma intensa.
Isso indica que a demanda está se fortalecendo e que a correção iniciada no início de novembro pode estar chegando ao fim. O cenário é favorável para compras, tendo como alvo a região dos US$ 208.
Tesla (TSLA)
Gráfico semanal da Tesla:

Gráfico diario da Tesla:

Na semana passada, a Tesla registrou um novo recorde histórico, e nesta semana vimos outro. No entanto, o preço está tendo dificuldade para se afastar do antigo topo em US$ 488. No gráfico diário, vemos que nas últimas 7 sessões o preço vem interagindo com essa zona.
O RSI está lateralizado e as barras bullish do MACD estão diminuindo, sugerindo enfraquecimento da demanda e risco de que o rompimento recente seja um fakeout. Nos próximos dias devemos observar o nível psicológico de US$ 500 e a antiga resistência de US$ 465. Um rompimento do primeiro indicaria força; uma quebra do segundo mostraria fraqueza e poderia devolver a Tesla ao range onde esteve entre outubro e início deste mês.
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